HPV: Infecção mais comum do que você imagina

A infecção pelo HPV é a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Estima-se que 80% das pessoas já tiveram contato com o vírus pelo menos uma vez na vida. Porém, a maioria nunca vai desenvolver doença. E a minoria que desenvolve, terá uma infecção subclínica que vai se resolver espontaneamente, independente de tratamento.

Por ser muito frequente, as infecções podem começar logo no início da vida sexual. A maioria das pessoas não desenvolve lesões e pode estabelecer uma infecção latente: o vírus permanece no corpo da pessoa, sem se manifestar. Por isso, não ter sintomas não significa não ter o vírus no corpo!

O que devemos buscar não é o diagnóstico do HPV, mas a detecção precoce do câncer de colo do útero inicial assintomático e de suas lesões precursoras. E esta é realizada através da coleta regular do preventivo (Papanicolau).

Não há muito sentido em fazer diagnóstico do HPV na população em geral porque a presença do HPV não significa presença de doença. Esse diagnóstico não traz vantagens, pois não há tratamento específico. Além disso, traz repercussões para a mulher e o casal que podem ser difíceis de lidar.

Uma mulher com diagnóstico de infecção pelo HPV, além dos mitos, pode viver o medo de ter sido responsável pela contaminação porque não usou camisinha em todas as relações, e também pode começar a culpar determinado parceiro. É importante que o profissional desmistifique essa culpa porque o HPV está presente na vida da maioria das pessoas que tem vida sexual, e mesmo com o uso da camisinha a proteção não está totalmente completa, porque dificilmente as pessoas usam camisinha do início ao fim da relação e apenas com o contato de pele poderia haver a contaminação (a contaminação não é pela ejaculação!).

O HPV não é o problema. O problema é o câncer de colo do útero. Uma mulher morre por hora no Brasil, vítima desse câncer. Hoje o câncer de colo do útero é o 2º que mais mata entre 20 e 49 anos. E cerca de 99% dos casos são causados pelo vírus HPV.

O uso adequado de preservativos diminui o risco de exposição, mas não elimina a possibilidade de infecção. Portanto, a prevenção de infecção pelo HPV deve combinar vacinação, uma boa imunidade (isso inclui uma alimentação balanceada, prática de atividade física e cessar o tabagismo) e consultas regulares com o seu ginecologista.

Agende agora o seu preventivo, vamos nos prevenir no câncer de colo do útero! Rumo a erradicação desse câncer no Brasil.

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